sábado, 8 de abril de 2017
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Mundos Superiores e Inferiores
Mundos de Expiações e de Provas
13. Que vos direi, que já não conheceis, dos mundos de expiações, pois que basta considerar a Terra que habitais?
A superioridade da inteligência, num grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encamação de Espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de que já viveram e realizaram um certo progresso, mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral.
Eis porque Deus os colocou num mundo ingrato, para expiarem suas faltas através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo mais feliz.
14. Não obstante, não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação.
As raças que chamais selvagens constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se e desenvolvendo-se ao contacto de Espíritos mais avançados.
Vêm a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso. Essas são, de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos.
Os Espíritos em expiação aí estão, se assim nos podemos exprimir, como estrangeiros. Já viveram em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação no mal, que os tomava causa de perturbação para os bons. Foram relegados, por algum tempo, entre os Espíritos mais atrasados, tendo por missão fazê-los avançar, porque trazem uma inteligência desenvolvida e os germes dos conhecimentos adquiridos.
É por isso que os Espíritos punidos se encontram entre as raças mais inteligentes, pois são estas também as que sofrem mais amargamente as misérias da vida, por possuirem maior sensibilidade e serem mais atingidas pelos atritos do que as raças primitivas, cujo senso moral é mais obtuso.
Nesses mundos, os Espíritos exilados têm de lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e a inclemência da natureza, trabalho duplamente penoso, que desenvolve a uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, toma o próprio castigo proveitoso para o progresso do Espírito.
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quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Luiz Sérgio III
- Ah! Meu querido. Você chegou! Sabe que tem alguém aqui querendo tomar o seu lugar? Senti vontade de não dar mais nada para você, de guardar o seu retrato, e até acabar com esse lugar de adoração.
O irmão que chegara esbaldava-se de rir. Sempre procurara fazer a irmã pedir mais e mais e, notem, às vezes, ela era atendida.
Tive pena daquele irmão. Não era um espírito ruim, mas gostava, sim, de brincar. Não conhecia a evangelização.
Ocay prendeu-o em uma faixa vibratória e ele parou, preocupado.
- Aqui tem coisa! Não estou compreendendo. Também, essa maluca vem chamando tudo que é espírito. Vai ver que alguém entrou aqui.
E procurava... procurava...
Já é do conhecimento de todos que conforme o estado vibratório do espírito ele não nos pode enxergar quando estamos em trabalho.
Continuava Ocay a ajudá-lo. Logo depois pelos nossos guardas, trabalhadores da Seara do Mestre, foi levado carinhosamente para uma agremiação espírita, um pouco assustado e curioso, pois sentia-se como se levado pelos ventos.
- Breve ele será um dos nossos, Sérgio, disse Ocay. É bom rapaz, só que um espírito sem rumo.
Moral da história:
1º - Não idolatremos ninguém: nem encarnados, nem desencarnados (ver histórias anteriores). O nosso Mestre é Jesus. Nós somos irmãos menores. Crianças espirituais ainda.
2º - Solicitar da espiritualidade auxílio para a resolução e/ou descoberta de questões materiais ou futilidades significa arriscarmo-nos a nos tornarmos presa de espíritos obsessores e mistificadores.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Luiz Sérgio II
[...] Não havia ninguém na sala. Fomos ao quarto. Divisei, de imediato, uma fotografia minha recortada do livro "O Mundo Que eu Encontrei", com flores e velas.
A jovem senhora estava orando. Pedia para todos, pois junto ao meu retrato haviam outros de espíritos de grande hierarquia, sendo eu um dos menores. Coloquei a mão na testa e disse para mim mesmo:
"O que vou fazer aqui? Sai dessa, Luiz Sérgio!"
-Virgem Maria! Hoje a vibração está pesada; parece que alguém quer se passar por Luiz Sérgio. Pensa que me engana. Como já conheço este garoto... ele adora este recanto. Fica comigo e me ajuda em tudo o que desejo.
Olhou as outras estampas e sorrindo como se conversasse com elas, falou:
- Eu amo a todos, mas ele é mais meu amigo.
Tive muita pena daquela irmã. Lembrei-me da minha ficha de trabalho e li:
Não posso descrever o que mais havia naquele quarto. Afaguei os seus cabelos, e que me perdoe Ocay, ela se arrepiou toda. Orava pedindo por ela. Sentei-me no chão fitando aquela criatura pedindo para o meu espírito ajudá-la e me senti muito estranho. Será que eu podia ajudá-la? Pensei:
- Vamos olhar depois no nosso "tanngee" o que vai acontecer se nós dermos o que ela deseja, observou Ocay.
Estava ficando nervoso. Fiz uma oração que aprendi quando desencarnei. Uma amiga que me ajudou muito me ensinou:
"Jesus, aqui estou, com esperança de evoluir para chegar ao Pai.
Ajuda-me, Senhor, meu amigo, a ter coragem para deixar e esquecer as coisas da Terra, encontrar na espiritualidade o meu novo lar e dentro dele lutar para a paz em todos os lares.
Assim seja. "
Pedi a Ocay para passar o dia com ela, pois que o tinha livre para aquele serviço. Ele respondeu:
- Luiz Sérgio, não tenha pressa. Muitas vezes viremos aqui.
Este é um trabalho demorado. O semeador escolhe a semente, procura boa terra, trata-a limpando-a, adubando-a e, em época certa, faz o plantio. Depois, com calma, espera germinar e dar sinal de vida. Assim faz o bom semeador.
- Meu jovem amigo, os irmãos da guarda vão deixar alguém entrar. Vamos orar.
Alguns minutos depois, vimos entrar um espírito alegre, mas cheio de pontos escuros.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Luiz Sérgio
Não se passou directamente connosco.
Luiz Sérgio era estudante de engenharia electrónica na Universidade Nacional de Brasília, tinha 23 anos, quando, em acidente de automóvel, desencarnou. Isto passou-se em 1973. Mais exactamente no dia 12 de Fevereiro.
Passo a palavra a Luiz Sérgio:
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
Destino ou Fatalidade
Ouvimos muitas vezes dizer, (mesmo entre alguns daqueles que integram ou simpatizam com a Doutrina Espírita) que temos de nos resignar e aceitar a vontade de Deus, pois certos acontecimentos já estavam programados antecipadamente, antes da reencarnação.
Como aprendizes que somos todos, devemos emitir opinião, mas sempre baseada na reflexão cuidada e apoiada em bases sólidas, no estudo das obras da Codificação. Ainda que a nossa intenção seja a melhor: a de consolar e, sobretudo, por essa mesma razão, já que só a compreensão das razões da existência humana nos pode trazer a real e duradoura aceitação das provas com as quais somos confrontados nas várias etapas da vida.
Sabemos que o espírito, quando atinge determinado estágio evolutivo, está autorizado a proceder a certas escolhas do tipo de caminho que irá percorrer ao longo da reencarnação que se aproxima. Dentro dos planos estabelecidos por conselheiros espirituais, por compreensão das falhas que ainda carrega, após acurado estudo no mundo espiritual e reafirmação da sua vontade em se ultrapassar, esse espírito tem alguma liberdade de decisão.
Kardec, na questão 258 de “O Livro dos Espíritos” afirma que o espírito reencarnante tem a possibilidade de escolher “o género de prova que deseja sofrer”. pág. 161 (trad. de José Herculano Pires)
Todavia, quantas vezes, não fracassamos nas nossas melhores intenções de mudança de comportamentos, no decorrer da vida terrena?!
Podemos imaginar que tudo prometemos e que, na pressa de reafirmar a nossa mudança interior, possamos até desejar passar pelas provas mais difíceis para assim alcançarmos rapidamente a felicidade tão almejada.
Que sentido fará pensar que alguém que assassina outrem já vinha “programado” para matar e que a espiritualidade apenas se limitou a aproveitar a sua má índole, afim de que outro possa passar por essa prova: ser assassinado?!
Pode o espírito ser colocado num determinado ambiente, propício ao crime, mas cabe-lhe a ele a responsabilidade de decidir entre o Bem ou o Mal.
258-a - “Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, mas Deus; tivestes, porém, a vontade de vos expordes a ele, porque o considerastes um meio de adiantamento; e Deus o permitiu.” pág. 161 (trad. de José Herculano Pires)
Na questão 861, podemos ler que “não há ninguém predestinado ao crime e que todo o crime, como todo e qualquer acto, é sempre resultado da vontade e do livre arbítrio.” pág. 340, O Livro dos Espíritos (trad. de José Herculano Pires)
Também há os que defendem a tese da “Pena de Talião” mais conducente com o Antigo Testamento: se alguém sofre uma violação, é porque numa vida anterior foi objecto desse mesmo escândalo.
Jesus não veio ensinar o Perdão, afirmando que “o Amor cobre uma multidão de pecados”?
Há, de facto, acontecimentos que nos ultrapassam e que, provavelmente, nos estavam “destinados”, tendo sido anteriormente escolhidos pelos espíritos que necessitavam desse tipo de prova para a sua própria evolução. Pensamos, por exemplo, nas tragédias colectivas, ocorridas ao longo dos tempos.
- “De resto, confundis sempre duas coisas bem distintas: os acontecimentos materiais da vida e os actos da vida moral. Se, algumas vezes, há fatalidade, é nos acontecimentos materiais cuja causa está fora de vós, e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos actos da vida moral, eles emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha; para esses actos, pois, jamais há fatalidade.” pág. 340, O Livro dos Espíritos (trad. de José Herculano Pires)
Todavia, nem sempre podemos separar totalmente essas duas situações (de origem material e de origem moral), pois são cada vez mais frequentes os desastres que ocorrem no planeta, trazendo o sofrimento a milhares de seres que ficam na miséria mais extrema ou que desencarnam compulsivamente.
Ainda aqui, vemos nitidamente a mão do Homem, responsável não só pela sua evolução, como pelas escolhas que faz na preservação da vida na terra e na melhoria das condições humanas.
-“Em que consiste a missão dos espíritos encarnados?”
- “Instruir os homens, ajudá-los a avançar, melhorar as suas instituições por meios directos e materiais. Mas as missões são mais ou menos gerais e importantes. Aquele que cultiva a terra cumpre uma missão, como aquele que governa ou aquele que instrui. (…)” pág. 248
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sexta-feira, 21 de setembro de 2007
EVANGELHO NO LAR
Há muito que nos habituámos a entregar a tarefa da oração aos condutores das nossas igrejas, descuidando a protecção do lar que só beneficiaria se cultivássemos o hábito de silenciar a nossa mente por uns momentos e meditar nas lições do Evangelho, agradecendo ao Criador as bênçãos recebidas durante o dia.
Tal como Jesus prometeu, a Sua presença se faz sentir, nos momentos em que a família se reúne no culto do Evangelho, a todos inundando de tranquilidade e harmonia.
- Praticando o culto do Evangelho no lar, num dia e hora determinados, atrairemos os Espíritos Superiores que comparecem com prazer para nos auxiliarem e isolarão o lar de outras influências negativas que nele possam permanecer.
- Estudando os ensinamentos de Jesus, aprofundamos conhecimentos e aumentamos a nossa compreensão e tolerância no ambiente doméstico, através das reflexões que fazemos em conjunto, acerca dos nossos pensamentos e actos diários.
- Conhecendo o processo da reencarnação, meditando nas suas leis, causas e efeitos, compreenderemos melhor os nossos desafectos, aceitando as diferenças e atenuando os desequilíbrios que sempre surgem na convivência, pelo choque dos temperamentos e preferências de cada um.
- Orientaremos os mais pequenos, no respeito por si mesmos e pelo próximo, e se más tendências se manifestarem desde cedo, mais necessidade terão de crescer no entendimento das leis divinas e da importância da sua tarefa na terra para a própria evolução. Se nos preocupamos com a sua higiene diária, alimentação e educação, cabe-nos reflectir na responsabilidade de lhes proporcionar um lar tranquilo e saudável, cultivando-lhes o espírito, através dos ensinamentos cristãos.
- Escolha um dia e uma hora que seja conveniente para os membros da família e, uma vez por semana, reúnam-se à mesa, (20 a 30 minutos) num local escolhido para o efeito;
- Coloque um copo de água para cada um dos elementos presentes na mesa;
- Faça (ou convide um dos familiares) uma prece, com palavras simples, que não precisam de ser decoradas;
- Abra o Evangelho Segundo o Espiritismo “ao acaso” e leia uma página. Verá que geralmente a lição vem de encontro a um problema ou vivência recente: é a orientação dos amigos espirituais que nos lêem no íntimo e nos apresentam a solução em que não tínhamos pensado antes, levando-nos muitas vezes a mudar a perspectiva com que encaramos a dificuldade e a alterar as nossas intenções de acção;
- Comente com os familiares a lição do dia, observando as ligações que ela estabelece com os acontecimentos da semana;
- Termine a reunião, agradecendo a presença dos orientadores espirituais, a Jesus e a Deus o auxílio enviado.
- Cada um dos presentes bebe a água que se encontra agora magnetizada, pelos amigos espirituais, com fluidos curadores.
Notas: A constância das reuniões e a pontualidade devem ser mantidas para que possamos contar com a assistência espiritual, pois os guias têm outras tarefas a desempenhar na espiritualidade e não podem estar à nossa disposição.
- Com crianças presentes, dever-se-á adequar a linguagem ao seu entendimento.Se preferir, poderá, numa reunião à parte, ler-lhes o Evangelho Segundo o Espiritismo para crianças, fácil de adquirir pela Internet ou outro livro do género, destinado a elas.
- Se o ambiente familiar não for propício à prática do Evangelho no Lar, não desista e faça-o a sós; (sempre em voz alta para que todos os espíritos presentes possam beneficiar) talvez os seus familiares se disponham mais tarde a participar, vendo a sua persistência e convicção.
- Tenha a certeza que estará lutando pela tranquilidade do seu lar e pela obtenção do auxílio necessário para a superação das dificuldades materiais e espirituais, conforme a recomendação de Jesus: " Orai e Vigiai ".
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Joana
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Léon Denis
http://www.autoresespiritasclassicos.com/Leon%20Denis%20Livros/Giovana/Livros%20Espiritas%20Gratis.htm
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