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terça-feira, 3 de março de 2009

O Homem Integral

Na sequência da mensagem psicografada, colocada aqui, decidi analisar o que nos diz a Doutrina Espírita sobre a constituição do homem visto como um todo ou, dito doutro modo, o Homem integral. Já dizia Kardec que "mais vale rejeitar dez verdades do que aceitar uma só mentira", e isto, independentemente do nome, mais ou menos respeitável, que assina as mensagens.

Diz-nos O Livro dos Espíritos que o ser humano é constituído por:

1. O corpo material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;

2. A alma ou ser imaterial, espírito encarnado no corpo (o princípio inteligente do Universo);

3. O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a alma e o corpo. Esse laço é o cordão fluídico ou Perispírito que liga a alma ao corpo.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS, item VI da Introdução, pág.23

O Corpo Material


O corpo serve de envoltório da alma ou espírito em cada uma das reencarnações para que a alma possa realizar o seu aprendizado, afim de evoluir.

O corpo pode existir sem a alma, já que antes do nascimento essa união ainda não é definitiva. Depois dessa união se ter estabelecido e, quando cessa a vida orgânica, a alma abandona o corpo. Daí resulta que o nosso corpo sem alma, seria uma massa de carne carecendo de inteligência, ou seja, tudo menos um homem.
(L.E. Parte 2ª. Cap.II, pág.105)

Natureza do Perispírito

Perispírito: Substância fluídica que envolve o Espírito, assaz vaporosa o que lhe permite elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.
(L.E. 2ª Parte, Cap. I, pág.85).

Essa substância tem forma determinada de acordo com a vontade do espírito e pode ser perceptível, quer em sonhos, quer no estado de vigília.
Os Espíritos formam os seus perispíritos a partir do fluido cósmico universal do mundo em que se encontram, por isso não são idênticos em todos os mundos. Quando os espíritos vêm ao nosso mundo tomam um perispírito mais grosseiro. Passando de um mundo para outro, mudam de envoltório, como o homem que muda de roupa. (L.E. pág. 85/86)

Há mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais só possui como envoltório o perispírito e este é tão etéreo que para nós é como se não existisse (esse é o estado dos espíritos puros).
(L.E. parte 2, cap. IV, pág.127)

Conclusão: Quanto mais evoluído é o Espírito, mais etéreo é o perispírito.


Acção do Espírito sobre o Corpo e Vice-Versa


Na Codificação encontramos a explicação de que o Perispírito está ligado ao corpo célula a célula, molécula a molécula.
A vontade de realizar emana do Espírito, que quer e expressa esse desejo.
Essa vontade é direccionada ao Perispírito, órgão sensitivo do Espírito, corpo fluídico que o envolve e que é o intermediário das suas manifestações, agindo no duplo sentido: de dentro para fora, ou seja, do Espírito para o exterior, e vice-versa. A acção é realizada pelo corpo físico.

"O Perispírito recebe, pelo sistema nervoso sensitivo, todas as impressões do corpo e como um espelho reflete-as para o Espírito, que toma conhecimento delas. Então, o Espírito imprime no Perispírito suas volições (o que o Espírito quer), que são transmitidas ao corpo pelos nervos motores".
Bezerra de Menezes "A Loucura sob Novo Prisma", página 108

"O Espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa".
Allan Kardec, Obras Póstumas, 1a. Parte.


Então, podemos concluir que quanto mais evoluída é a Alma, mais elevados são os pensamentos que emite, dirigidos a um perispírito de constituição sensível e purificada, que influencia um corpo sadio.

Daí que seja absolutamente correcta a afirmação da mensagem psicografada, recebida no grupo familiar”Amigo Amén”:

“Manter o equilíbrio entre estas três energias aporta-nos a saúde física e mental.”
Lao-Tse

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Perispírito


93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
“Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

94.
D e onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?
“Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.”

a) - Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?
“É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.”
95. O invólucro semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível?
“Tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável.”
in "O Livro dos Espíritos" - CAPÍTULO I pág 85

O PERISPÍRITO - Emmanuel

"COMO será o tecido subtil da espiritual roupagem que o homem envergará, sem o corpo de carne, além da morte?
Tão arrojada é a tentativa de transmitir informes sobre a questão aos companheiros encarnados, quão difícil se faria esclarecer à lagarta com respeito ao que será ela depois de vencer a inércia da crisálida.
Colado ao chão ou à folhagem, arrastando-se, pesadamente, o insecto não desconfia que transporta consigo os germes das próprias asas.
O perispírito é, ainda, corpo organizado que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, demorando-se na região que lhe é própria, de conformidade com o seu peso específico.
Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno.
Organismo delicado, com extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir.
Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestimenta se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.
O progresso mental é o grande doador de renovação ao equipamento do espírito em qualquer plano de evolução.
Note-se, contudo, que não nos reportamos aqui ao aperfeiçoamento interior.
O crescimento intelectual, com intensa capacidade de acção, pode pertencer a inteligências perversas.
Daí a razão de encontrarmos, em grande número, compactas falanges de entidades libertas dos laços fisiológicos, operando nos círculos da perturbação e da crueldade, com admiráveis recursos de modificação nos aspectos em que se exprimem.
Não possuem meios para a ascese imediata, mas dispõem de elementos para dominar no ambiente em que se equilibram.
. Não adquiriram, ainda, a verticalidade do Amor que se eleva aos santuários divinos, na conquista da própria sublimação, mas já se iniciaram na horizontalidade da Ciência com que influenciam aqueles que, de algum modo, ainda lhes partilham a posição espiritual.

Os "anjos caídos" não passam de grandes génios intelectualizados com estreita capacidade de sentir.
Apaixonados, guardam a faculdade de alterar a expressão que lhes é própria, fascinando e vampirizando nos reinos inferiores da natureza.
Entretanto, nada foge à transformação e tudo se ajusta, dentro do Universo, para o geral aproveitamento da vida.
A ignorância dormente é acordada e aguilhoada pela ignorância desperta.
A bondade incipiente é estimulada pela bondade maior.
O perispírito, quanto à forma somática, obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina.
Nossos impulsos, emoções, paixões e virtudes nele se expressam fielmente. Por isso mesmo, durante séculos e séculos nos demoraremos nas esferas da luta carnal ou nas regiões que lhes são fronteiriças, purificando a nossa indumentária e embelezando-a, a fim de preparar, segundo o ensinamento de Jesus, a nossa veste nupcial para o banquete do serviço divino."
in "Roteiro" psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 25 de abril de 2007

O Perispírito na visão da Doutrina Espírita

Tal como referimos anteriormente aqui estamos a abordar novamente o tema, na sequência da recomendação de Divaldo Franco e das suas afirmações:

“ A aura das crianças índigo projecta tonalidade azul-violácea, o que denota o nível de sua evolução.
Quanto mais o Espírito é evoluído, mais o seu corpo espiritual (perispírito) também o é! "
Vejamos algumas afirmações retiradas de “A Génese” de Allan Kardec :

Capítulo I – Item 39 – “O Espiritismo experimental estudou as propriedades dos fluidos espirituais e a acção deles sobre a matéria. Demonstrou a existência do perispírito, suspeitado desde a antiguidade e designado por S. Paulo sob o nome de corpo espiritual, isto é, corpo fluídico da alma, depois da destruição do corpo tangível. Sabe-se hoje que esse invólucro é inseparável da alma, forma um dos elementos constitutivos do ser humano, é o veículo da transmissão do pensamento e, durante a vida do corpo, serve de laço entre o Espírito e a matéria. O perispírito representa importantíssimo papel no organismo e numa multidão de afecções, que se ligam à fisiologia, assim como à psicologia. (pp.32, 33)

Capítulo XI – Item 18 – Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior. (pág. 214)

Capítulo XIV - Item 9 - A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade, de um mundo para outro. Alguns há, portanto, cujo envoltório fluídico, se bem que etéreo e imponderável com relação à matéria tangível, ainda é por demais pesado, se assim nos podemos exprimir, com relação ao mundo espiritual, para não permitir que eles saiam do meio que lhes é próprio. Nessa categoria se devem incluir aqueles cujo perispírito é tão grosseiro, que eles o confundem com o corpo carnal, razão por que continuam a crer-se vivos. Esses Espíritos, cujo número é avultado, permanecem na superfície da Terra, como os encarnados, julgando-se entregues às suas ocupações terrenas. Outros um pouco mais desmaterializados não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres.
Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Tiram, dos elementos constitutivos do mundo onde entram, os materiais para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em que se encontrem. Fazem como o nobre que despe temporariamente suas vestes, para envergar os trajes plebeus, sem deixar por isso de ser nobre. É assim que os Espíritos da categoria mais elevada podem manifestar-se aos habitantes da Terra ou encarnar em missão entre estes. Tais Espíritos trazem consigo, não o invólucro, mas a lembrança, por intuição, das regiões donde vieram e que, em pensamento, eles vêem. São videntes entre cegos."
pp.277/8

As obras da codificação Espírita são sempre recurso indispensável, quando um novo tema surge na sociedade e não queremos apenas "acreditar". A doutrina espírita não serve só para aliviar e consolar, mas para informar e esclarecer.

Quanto aos pequeninos é nossa a responsabilidade de orientá-los, compreendendo-os e amando-os, pois pelas leis da Reencarnação, a eles caberá o papel de o fazer connosco no futuro.

"Todos os bens e todos os males que depositarmos no espírito da criança ser-nos-

-ão devolvidos"

Emmanuel "Livro da Esperança" psicografado por Francisco Cândido Xavier