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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Dois amigos católicos


No início de março de 2005 um casal amigo que, sabendo que nós realizávamos reuniões mediúnicas em tarefas de auxílio solicitou-nos ajuda para diversos problemas que, achavam ser espirituais. Embora não acreditassem muito “nisso dos Espíritos” nada custava pedir apoio.

Colocado o problema ao Guia Espiritual dos trabalhos, no dia 11 de Março de 2005 ele manifestou-se como segue:

“Nós temos o tempo para podermos ajudar quem de nós necessita embora as tarefas nunca tenham fim pois o Espírito não dorme. Somos todos irmãos e todos precisamos de auxílio. Todos usamos os nossos hábitos, as nossas crenças, as nossas religiões, que nos conduzem pelo mundo, uns mais envolvidos, outros mais recuados ou recolhidos de Fé, mas nós de todos os recursos jogamos mãos para vos ajudar no caminho de Jesus.

Vim hoje aqui com o propósito de orientar dois amigos católicos muito crentes como eu fui em tempos da Santa Igreja. Estejamos onde estivermos seja qual for a nossa escolha, se o caminho for de Jesus, todos podemos cumprir a nossa missão. Eu cumpri a minha da forma que o meu espírito escolheu.

Esses dois amigos, que gostam muito de colocar velas, devem colocar três velas, uma cada dia, a Santa Catarina. Uma, rosa, no primeiro dia, uma branca, no segundo dia e uma, azul, no terceiro dia. Rezarão um Pai Nosso, uma Ave-Maria e a Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, segundo as normas da Santa Madre Igreja. Receberão grande ajuda. Grande paz e tranquilidade são necessárias naquele lar, pois muitas turbulências lá coabitam. Nós só nos defendemos na Terra segundo as nossas próprias convicções e não segundo aquilo que nos chega, de fora.

Recomendai-lhes, pois, que se protejam e peçam a esta Santa, tão amada, ajuda. Não é a forma como pedimos, é a fé que depositamos nos nossos pedidos. Só a fé nos permite que recebamos auxílio. Só a fé faz chegar os nossos pedidos a quem nos pode auxiliar, não vos esqueçais disso. Não são as religiões que contam, é o Amor por Jesus, é a Fé no Salvador. Ficai em paz. Chamai Jesus. Mentalizai-O com todas as forças da vossa alma para poder chegar a vós alguém que precisa de vos dar algumas instruções.”
Joanna de Ângelis


sábado, 31 de dezembro de 2016

Irradiação mental



Neste último dia de 2016 desejamos a todos imensos progressos espirituais para o ano que se avizinha, lembrando a frase de Jesus, através do Espírito da Verdade: “Os que carregam seus fardos e assistem seus irmãos são os meus bem-amados”.

Cada um de nós carrega o seu fardo, mas cada um de nós pode ser sempre útil ao seu semelhante. Quer individual, quer colectivamente.

Há quem pense que uma reunião mediúnica exige médiuns ostensivos. Que o auxílio a companheiros em sofrimento ou em desequilíbrio só se dá quando existem manifestações de entidades. Nada mais errado. Um grupo abnegado, disciplinado, constituído por pessoas com fé, boa vontade em seguir as directrizes do Mestre e cujo único intuito é o de auxiliar sem nada pedir em troca, rapidamente granjeia a simpatia dos Bons Espíritos, que lhe passam a dar assistência. A situação que se segue constitui disso um exemplo.

No dia 14 de Outubro de 2007, manifestou-se um Espírito Benfeitor que transmitiu a seguinte mensagem:

“Boa noite, meus amigos.
Nada vou dizer para que deveis gravar. Apenas que mentalizeis um foco de luz sobre todos estes amigos sofredores, erguendo vossa mente para o auxílio divino, para que Jesus se enterneça e eles possam ser conduzidos a locais onde reinem a piedade por todos os erros e desatinos praticados. Concentrai vossas mentes. Uni-as às nossas numa oração ao Mestre, Jesus”.

domingo, 19 de julho de 2009

A Lição do Semeador



Ulverson Olsson era um homem portador de caráter especial, que se tornara indiferente ao bem, afirmando que ninguém realizava qualquer coisa de útil, que não mantivesse sob disfarce os interesses inescrupulosos dos desejos egoísticos.

Nascera num lar abastado de família tradicional e a ociosidade dele fizera um fútil, destituído dos sentimentos superiores de solidariedade e de amor.

Nos seus comentários ácidos sempre destilava pessimismo, a soldo de um comportamento cínico e destruidor.

Zombava da ingenuidade de Nils Holgersson e da pata Abba de Kebnekaise em sua viagem fantástica pelas fronteiras da Suécia demarcando as regiões, reduzindo todos os atos de amor a lendas e fantasias da imaginação de pessoas que considerava servis…

Tendo visitado a Lapônia (Lapplandis lãn) desconsiderava as tradições e as heranças místicas do seu nobre povo, lamentando não haver nascido na formosa região, onde os gênios e as fadas confraternizam com as criaturas vegetais, animais e humanas, para ter o prazer de as negar.

Como a sua existência era ociosa, viajava, quase sem cessar, a fim de apaziguar o vazio interior, que resultava da falta de objetivos elevados com que a existência humana se torna digna e formosa.

Insensível ao amor, comprometera-se intimamente gratificar qualquer pessoa cujos gestos de abnegação fossem destituídos de ambições egotistas.

Mesmo quando se referia a Jesus, em cuja doutrina fora educado, recusava-se a render-se ao Amor capaz de apaziguar todas as inquietações com a doçura do Seu olhar, com a musicalidade da Sua voz e com a inefável bondade do Seu coração.

Nesse tormento, fizera-se solitário e, porque não dizer, infeliz.

A felicidade é filha predileta do sentimento dos deveres tranquilamente cumpridos, mas Ulverson, distanciado do trabalho de solidariedade humana, não atendia a compromissos morais relevantes, nem desempenhava atividades que lhe exalçassem o caráter.

Nem mesmo as doces criancinhas conseguiam arrancar-lhe um sorriso de carinho ou um gesto afetuoso.

Dizia que se tratava de seres desagradáveis, e que, ingênuas na infância iam crescer depois, tornando-se arrogantes e desagradáveis quando adolescentes e adultos...

Parecia a figueira que secou, a grave lição apresentada por Jesus, no Seu Evangelho, como ensinamento profundo a respeito da produção que tudo e todos devem cumprir.

O seu mau humor tornara-o uma pessoa indelicada e desagradável.

A vida humana é rica de oportunidades para amar-se e confraternizar-se, espalhando alegrias e produzindo bem-estar.

Existem muitos corações afetuosos que perderam o rumo e, semelhantes a embarcações sem leme, navegam à matroca, correndo riscos numerosos.

Também são incontáveis aqueles que experimentam sofrimento e solidão, por não encontrarem uma palavra de amizade ou de compreensão, ajuda fraternal e entendimento, capazes de diminuir-lhes as culpas, os conflitos, as aflições pessoais...

Toda vez quando alguém se resolve por ajudar outrem, torna-se melhor, descobre o valor da existência e enriquece-se de alegria.

Não era o caso de Olsson, o viajante desencantado de si mesmo.

Numa das viagens, enquanto caminhava triste, observou um homem de avançada idade, que plantava pinheiros… Silenciosamente, cavava o buraco na verde relva e colocava uma semente, cobria-a e seguia adiante.

Parecia cansado, vergado ao peso dos anos, mas o semblante apresentava um sorriso jovial e encantador.

Tudo nele denotava a presença da felicidade, que nascia nas fibras delicadas do amor.
O rosto se encontrava iluminado por um sorriso gentil.

Quando Olsson o viu, sentiu-se estranhamente atraído pelo semeador, a quem interrogou:

Essas terras lhe pertencem, considerando-se que o senhor está plantando essas pináceas que crescem lentamente e que a sua idade não lhe permitirá vê-las grandiosas?

Não, não me pertencem essas terras. São da comunidade e delas cuido para que permaneçam exuberantes em decorrência das árvores nelas plantadas e replantadas.

Certamente não as verei adultas e belas. Mas isso, para mim, não é importante, porque todas essas que existem a volta, não fui eu quem as plantou, e aqui estão oferecendo-nos madeira, sombra, beleza, mantendo a natureza em triunfo…

Ele fez uma pausa, e logo prosseguiu:
Quando eu era jovem, plantava legumes porque podia alimentar-me deles pouco tempo depois. Com o tempo ocorreu-me plantar árvores…

E o que o senhor ganha com isso? – interrompeu-o, desconfiado.

Ganho a alegria de semear. Recordo-me que muito antes de mim, houve Alguém que semeou vidas para todo o sempre. Mesmo quem planta árvores pensa em acolher-se na sua sombra, o que não é o meu caso, mas quem planta vidas, semeia para a eternidade, sem esperar qualquer recompensa. Foi o que fez Jesus…

Nunca devemos semear esperando a colheita por nós mesmos, mas por todos aqueles que virão depois.

Não espera nenhuma compensação?

Sim, o prazer de semear, de plantar beleza, de participar da vida.

Emocionado, pela primeira vez, Ulverson Olsson, saltou do animal e acercando-se do ancião, disse-lhe com inusitada alegria:

Permita-me plantar árvores com você e cuidar da sua vida, porque sou jovem e cheio de energias.

Como Alguém plantou vidas, espero que Ele aceite que eu seja cuidador também da vida que Ele semeou.

A partir dali, em face da lição do semeador, Ulverson fez-se, também, semeador de esperança, de alegria, de paz, de árvores e de vidas…

Selma Lagerlöf
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,
na noite de 28 de maio de 2008,
em Estocolmo, Suécia.
Em 01.06.2009

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ao Amanhecer



Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão,que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem nos confrontos das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com disposição, avançando passo a passo até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.




Divaldo Pereira Franco


Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.






Obrigada Jeanne, pelo carinho, adorei a lembrança!



Este selo é oferecido aos blogs que de alguma maneira ajudam os leitores no seu aprimoramento espiritual.
Levando o nome de "Prémio Caminho da Luz", dirige-se àqueles cuja " palavra, gesto e atitude, são feitos numa sintonia de Amor Incondicional que nos leva a desejar mais e mais seguir a estrada que nos leva ao reencontro com a Luz Primordial de onde um dia todos nós emergimos, através do Grande Sol Central"...


Conforme as regras devo repassar a cinco amigos, gostaria de escolher muitos mais, mas regras são regras...



Repasso este selo para:


http://blog-espiritismo.blogspot.com/



http://cartasdepaulotarso.blogspot.com/2009/03/fe.html#comment-form



http://espiritismo-br.blogspot.com/



http://observadorespirita.blogspot.com/



http://letraespirita.blogspot.com/


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mensagem de Santo Agostinho



Mundos de expiações e de provas


13. Que vos direi, que já não conheçais, dos mundos de expiações, pois que basta considerar a Terra que habitais? A superioridade da inteligência, num grande número dos seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de Espíritos ainda mal saídos das mãos do Criador. Suas qualidades inatas são a prova de que já viveram e realizaram um certo progresso, mas também os numerosos vícios a que se inclinam são o indício de uma grande imperfeição moral. Eis porque Deus os colocou num mundo ingrato, para expiarem suas faltas através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo mais feliz.

14.Não obstante, não são todos os Espíritos encarnados na Terra que se encontram em expiação. As raças que chamais selvagens constituem-se de Espíritos apenas saídos da infância, e que estão, por assim dizer, educando-se, e desenvolvendo-se ao contacto de Espíritos mais avançados. Vêm a seguir as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso. Essas são, de algum modo, as raças indígenas da Terra, que se desenvolveram pouco a pouco, através de longos períodos seculares, conseguindo algumas atingir a perfeição intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação, aí estão, se assim nos podemos exprimir, como estrangeiros.

Já viveram em outros mundos, dos quais foram excluídos por sua obstinação no mal eque os tornava causa de perturbação para os bons. Foram relegados, por algum tempo, entre os Espíritos mais atrasados, tendo por missão fazê-los avançar, porque trazem uma inteligência desenvolvida e os germes dos conhecimentos adquiridos. É por isso que os Espíritos punidos se encontram entre as raças mais inteligentes, pois são estas também as que sofrem mais amargamente as misérias da vida, por possuírem mais sensibilidade e serem mais atingidas pelos atritos do que as raças primitivas, cujo senso moral é mais obtuso.

15. A Terra nos oferece, pois, um dos tipos de mundos expiatórios, em que as variedades são infinitas, mas têm por carácter comum servirem de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus. Nesses Mundos, os Espíritos exilados têm de lutar, ao mesmo tempo, contra a perversidade dos homens e a inclemência da Natureza, trabalho duplamente penoso, que desenvolve a uma só vez as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, na sua bondade, torna o próprio castigo proveitoso para o progresso do Espírito.
- Santo Agostinho. Paris, 1862.) in “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, CAPÍTULO III - HÁ MUITAS MORADAS, p. 61 – tradução de Herculano Pires

sábado, 9 de agosto de 2008

histórias verídicas II

3ª história – O "Santo" Padre Cruz

Passou-se há cerca de 7 anos

O caso ocorreu durante uma reunião mediúnica familiar em que participou o nosso amigo M.

Do grupo mediúnico faziam parte alguns outros companheiros dedicados, desejosos de concorrerem com o seu auxílio a entidades espirituais em sofrimento.

Nesta reunião foram encaminhadas algumas entidades e no final manifestou-se um amigo espiritual participante nos trabalhos.

Depois da intervenção deste amigo, M. entrou em diálogo:

M – Como te chamas amigo?

Espírito –O meu nome é Cruz.

M – Sois o Santo Padre Cruz?

Espírito – Se sou santo ou não, não sei. O meu nome é Cruz.

Aí M. presumiu de imediato quem era: tratava-se do amigo Cruz, desencarnado alguns anos antes e que facilmente se distinguia por uma característica que nunca o abandonou: o humor.


Moral da história:

Por mais que queiramos não é de um momento para o outro que nos conseguimos desligar das influências que nos cercaram (e cercam) desde a infância.
Somos herdeiros da tradição judaico-cristã e a maioria de nós sofreu e sofre a influência católica.
O espírita que incorporou em si a doutrina é um livre pensador para o qual não existem ideias pré-concebidas, dogmas ou outras amarras a tolherem-lhe o pensamento. Por isso ele não é, nem poderá ser fundamentalista e intolerante em relação às ideias e crenças dos outros.
Alicerçado na doutrina espírita, que é uma doutrina que, na sua essência, é aberta e libertadora, ele está, por isso mesmo, aberto ao progresso a que, afinal de contas, todos estamos “condenados”.
Mário

sábado, 26 de janeiro de 2008

O Homem Espiritual


TOLERÂNCIA RELIGIOSA

Fazendo breve visita a um horto municipal, facilmente te deparas e deleitas com vários tipos de árvores, de plantas, de flores.

Cada uma delas tem um ritmo próprio, um tempo certo para a semeadura, exala um odor característico, tem momentos de esplendor e momentos de crescimento.

Se assim não fosse, esse jardim não teria beleza, não seria apetitoso para os visitantes.

Essa beleza deriva da variedade, da diferença na diversidade.

A mais minúscula flor não discute níveis de grandeza com a centenária árvore, guardando cada uma delas função intransferível no reino da natureza.

Também assim na vida tal acontece com os seres humanos.

Transportando tal analogia para a área da religiosidade, não nos é lícito julgarmo-nos superiores a esta ou aquela confissão religiosa.

O homem espiritualizado, verá em cada ser humano, um elemento desse imenso jardim que é a vida, valorizando inclusive a erva daninha que mesmo assim confere cor ao solo onde se instala.

O homem espiritualizado saberá aceitar, compreender, tolerar todos e cada seu irmão, independentemente da sua convicção religiosa, com a certeza de que irmandade espiritual é independente da coincidência de concepção existencial.

Assim como fruis imensa alegria ao contemplar desde a simples flor silvestre até à planta mais elaborada, extasiando-te com o perfume do conjunto, és convidado ao grande concerto da harmonia universal, onde te é dado o instrumento da tolerância, do entendimento, da fraternidade, para que o toques, sem o qual estagnarás em processos de ilusão.

Valorizando as diferenças aprenderemos a união.

Valorizando a variedade, estimularemos a fraternidade, e assim estaremos inevitavelmente a colaborar com Jesus para a implantação do bem no Planeta Terra.


Psicografia recebida nas Caldas da Rainha, em 14 de Novembro de 2004 e ditada pelo Espírito Alcina

in Artigos Espíritas

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Problemas no Espíritismo?

Têm chegado ao nosso conhecimento várias vezes e por diversas vias notícias algo preocupantes sobre desvios importantes dos princípios e práticas doutrinárias, no seio do movimento espírita brasileiro, chegando algumas vozes a declarar que o Espiritismo regressará à Europa para a partir da sua origem, poder recuperar e preservar a pureza doutrinária.

Não sabemos se isso será assim, mas o regresso aos autores clássicos do Espiritismo, far-se-á talvez, mais facilmente na parte do mundo habituada ao estudo e à pesquisa, donde saíram os grandes movimentos renovadores da humanidade.

Todavia, convém lembrar que, embora Kardec, sábio conhecedor da natureza humana e das dificuldades que o movimento enfrentaria no futuro, a todos alertasse para os perigos da situação nas suas publicações da “Revista Espírita” e, pese embora, os conselhos dos espíritos superiores do “Orai e vigiai”, nós somos, de facto, almas antigas, transportando connosco: orgulhos e vaidades, ambições e egos hipersensíveis, pouco habituados à compreensão/ aceitação da crítica alheia, à auto-reflexão, à pratica da humildade, carecendo de espírito de sacrifício e de entrega desinteressada ao outro.

A evolução da Doutrina dependerá sempre de dois grandes factores: o entendimento da sua mensagem pelo coração e pelo raciocínio lógico, pelo estudo e pela capacidade de abnegação.

Irradicar das casas espíritas a prática do passe e da desobsessão não nos parece ser a forma mais adequada para a prática da caridade a quem a elas recorre em grande sofrimento.

Lembremos o exemplo de Jesus que dava pão a quem tinha fome e instruía quem tinha sede de conhecimentos.

No sul do Brasil, o passe individual está em riscos de desaparecer, segundo alerta do Instituto André Luiz:

“O ano de 2007 foi sui generis para o Espiritismo e para nós também. Pipocaram em nosso e-mail denúncias graves contra instituições espíritas outrora veneráveis, e consultas acerca de procedimentos estranhos à Doutrina, quais a erradicação do passe e da desobsessão.”

http://www.institutoandreluiz.org/

Interessante é também o artigo incluído no “Portal do Espírito”, escrito por Dalmo Duque dos Santos, sob o título: “A degeneração do Espiritismo

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/dalmo/a-degeneracao.html

O essencial da mensagem Espírita está admiravelmente expressa no texto que vos deixo e que será, independentemente das polémicas e divergências, fatalmente o seu FUTURO, no momento em que na Terra, o Ser Humano tenha atingido o estádio de evolução suficiente para a interiorizar.

Quando e Espiritismo
For doutrina de aplicação pessoal;
Quando deixar de ser crença
Para tornar-se ciência de vida;
Quando as palavras dos Mensageiros
Forem usadas em nós mesmos,
E todos os ensinamentos,
Absorvidos com humildade,
Quando se compreender que mudanças
Devem, invariavelmente,
Partir de dentro para fora,
Neste dia a Doutrina
Terá tocado o nosso entendimento.

Quando o Espiritismo,
Prescindir de templos
Para iluminar corações;
Quando edificações exteriores
Não terão utilidade,
Por compreendermos que a rota
Está em nossa própria consciência,
Quando o pensamento alheio,
merecer apreço e respeito,
Mas soubermos,
De que devemos pensar por nós mesmos,
Neste dia a Doutrina
Nos terá amadurecido.

Quando o Espiritismo
Nos destacar entre os homens,
E os exemplos se tornarem
Força irresistível ao Bem;
Quando não formos Igreja
Mas rochas firmes na Fé,
Quando não formos Religião
Mas comunhão perene com Deus,
Quando nossas palavras soarem
Além da calúnia e da injúria
Repletas de misericórdia e paz
Neste dia a Doutrina,
Terá feito de nós
Não apenas homens de bem,
Mas sobretudo terá feito,
Discípulos fiéis de Jesus.

Pelo Espírito Lázaro, 22/12/2007
(Psicografia do ©Instituto André Luiz*)

sábado, 3 de novembro de 2007

The healer within

The healer within

Why is prayer endowed with indefinable resources channeled through those who pray?

Because it unites the human creature with the Creator through high energy vibrations and this provides to those who pray the appropriate response to their requests.

The mind of God creates unceasingly and the human mind is the co-creator, preserving or destroying the cells of the physical organism and the delicate psychic elements.

Health, therefore, does not only depend on the karmic debts but also on the mental energies generated and sustained.

Every cell has its individual conscience which vibrates in tune with the conscience of the human being who is generating the energy which keeps it alive or creates unbalance.

Try to vibrate on the same wavelength of love and unrestricted confidence as God; pray and act correctly and you will be stimulating the healer within to preserve your health, allowing you to comply with the commitments of your current reincarnation.

Joanna de Ângelis (Spírit)

In “Desperte e Seja Feliz”

“Symphony of Lives”

Divaldo Franco


sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Os Benefícios da Oração


O Médico Interno

Por que a oração é possuidora de recursos indefiníveis, canalizados para aquele que a utiliza?

Exactamente porque vincula a criatura ao Todo, através de ondas vibratórias de alto potencial, concedendo àquele que ora as convenientes respostas aos apelos dirigidos.

A mente do Criador não cessa de criar e a mente humana, por sua vez, é co-criadora, preservando ou torpedeando as células da organização física, tanto quanto delicados equipamentos psíquicos. A saúde, desse modo, além de decorrer dos compromissos cármicos em pauta, resulta das ondas mentais elaboradas e mantidas.

Sendo cada célula portadora duma consciência individual, ela vibra ao ritmo da consciência do ser, que lhe oferece as energias que lhe dão vida ou que lhe produzem desarmonia.

Busca vibrar na onda do amor e da confiança irrestrita em Deus, orando e agindo com acerto, e estimularás o teu médico interior a preservar-te a saúde, para bem atenderes os elevados cometimentos da tua actual reencarnação.

"Sinfonia de Vidas" – 99

Joanna de Ângelis (Espírito)

In “Desperte e Seja Feliz” psicografia de Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Mensagem psicografada duma criança - 1ª parte

Muitas são as questões que todos nós colocamos ao pensarmos no mundo invísivel: há vida para além da morte? Poderemos saber notícias da sobrevivência? O espírito continua sem muitas alterações, semelhante ao que conhecemos na terra? Os sentimentos pelos que ficaram permanecem os mesmos?
Para nos esclarecer sobre estas e outras questões fundamentais da alma humana, dedicou Francisco Cândido Xavier a sua vida, recebendo centenas de mensagens psicografadas, daqueles que vêm provar aos seus familiares a continuidade da vida, afirmando, como Emmanuel, "... nós, os supostos mortos, continuamos no Mais Além, claramente vivos."

"ESTOU VIVO E COM MUITA VONTADE DE MELHORAR"

Querida Mamãe, meu querido pai, querida Maria José e querida Nádia.
Estou em oração, pedindo para nós a bênção de Deus. Não posso escrever muito, venho até aqui, com meu avô Henrique, só para lhes pedir resignação e coragem.
É preciso nos lembremos de Deus, nos acontecimentos da Terra. Não sei bem falar sobre isso, estou aprendendo a viver por aqui, embora já saiba que saí daqui mesmo para nascer com meus entes queridos, na Terra.
Peço-lhes não recordar a minha volta para cá, criando pen­samentos tristes. O José Divino e nem ninguém teve culpa em meu caso.
Brincávamos a respeito da possibilidade de se ferir alguém, pela imagem no espelho; e quando eu passava à frente de minha própria figura, refletida no espelho, sem que o momento fosse para qualquer movimento meu, o tiro me alcançou, sem que a culpa fosse do amigo, ou minha mesmo. O resultado foi aquele.
Hospitalização de emergência, para deixar o corpo longe de casa.
Se alguém deve pedir perdão, sou eu, porque não devia ter admitido brincar, ao invés de estudar.
Mas meu avô e outros amigos me socorreram e fui levado para Anápolis, para ser tratado por uma enfermeira que dirige uma escola de fé e amor ao próximo, que nos diz ser a Irmã Terezona, amiga das crianças.
Soube que ela conhece meu avô e nossa família, sendo agora uma benfeitora, que preciso agradecer e mencionar.
Quanto ao mais, rogo à Nádia e à Maria José, minhas queridas irmãs, para não reclamarem e nem se ressentirem contra ninguém.
Estou vivo e com muita vontade de melhorar.
Queridos pais, tudo acontece para o nosso bem e creio que seria pior para mim se houvesse enveredado pelos becos dos tóxi­cos, dos quais muito pouca gente consegue voltar sem graves perdas do espírito. .
Estou com saudades, mas estou encarando a situação com fé em Deus e com a certeza de um futuro melhor.
Recebam, querido papai e querida mamãe, com as nossas queridas Nádia e Maria José, e com todos os nossos, um abraço de muito carinho e respeito, do filho que lhes pede perdão pelos contratempos havidos.
Prometendo melhorar, para fazê-los tão felizes quanto eu puder, sou o filho e o irmão saudoso e agradecido,
Maurício Garcez Henrique
mensagem recebida em reunião pública, a 27 de Maio, em Uberaba
in Claramente Vivos, Francisco Cândido Xavier, Elias Barbosa, Espíritos Diversos

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Mensagem Psicografada



Cássio Voltou

Cássio Noronha, para além das muitas actividades que desempenhou ao longo da sua vida, chefiava, como veterinário, a inspecção da carne para consumo, na zona onde vivia. Nasceu em 1917, tendo desencarnado no dia 2 de Fevereiro de 1977, vítima de assassinato no seu local de trabalho, encomendado por interesses obscuros neste tipo de negócio. Detentor de uma personalidade íntegra e sendo o responsável por fiscalizar e manter a qualidade dos produtos a bem da saúde pública da população, ele não permitia qualquer atitude menos digna.
A Senhora Altiva, sua viúva escreveu um livro, contando a sua história de casal amigo e de dedicação de uma vida inteira à comunidade onde viviam. Mas, o principal objectivo do livro é levar a esperança aos que, como ela, perderam alguém a quem muito amaram e reafirmar, a todos os leitores, a certeza da fé na imortalidade da alma e no amor que continua a embalar os corações muito para além da morte física, abençoando a Doutrina espírita que lhe trouxe a consolação tão ansiada e à qual ambos dedicaram a sua vida.
Retornando em espírito ao convívio da família, através da mediunidade de Divaldo Pereira Franco, a sua história convida-nos a profundas reflexões, trazendo-nos notícias da realidade que encontrou, encorajando a esposa e a filha a prosseguirem os seus deveres espirituais, sociais e humanos, numa preparação para o reencontro. Das oito cartas que escreveu, aqui deixamos uma, talvez não a mais significativa, mas a mais curta, obviamente por falta de espaço.

Segunda Mensagem de Cássio

Queridas Altiva e Marcinha.
Duas palavras apenas, de carinho e de devoção.
A esponja do tempo, lentamente vai absorvendo a
dor e diminuindo a angústia em nossos corações. Não pode porém, apagar ou diminuir a extensão imedível do amor que une as almas, por mais passem as horas e por mais distantes se encontrem os amantes. .
A morte, de forma alguma nos separou. Embora invisível, nunca estivemos tão unidos, mãos dadas na estrada das experiências evolutivas. Temos estado unidos na prece, no trabalho, nas esperanças, nos planos para o futuro, que Jesus nos ajudará a decidir mais tarde.
Raiam antemanhãs formosas de júbilos, precedendo o nosso futuro reencontro ditoso, quando teremos supe­rado sombras, saudades e morte. Até esse momento de triunfo, prossigam no bem com Jesus, sem qualquer receio ou ansiedade.
Felizmente Altiva tem sabido marchar e vejo-a com as disposições para o trabalho em renovação constante. Não desanime nem se deixe atemorizar ante o futuro.
Rejubilo-me com o êxito escolar da filhinha e confio no seu futuro espiritual, edificando a humanidade do por­vir, para cuja grandeza todos estamos convocados.
Continuem orando e esforçando-se na doutrina espí­rita, abraçadas à confiança em Jesus, que não nos aban­dona. Nunca ficaremos a sós

Com o infinito carinho da alma, beija-as enternecido, o esposo e pai,
Cássio

(Cássio Noronha)
Salvador, 03 de janeiro de 1979


Mensagem recebida no Centro Espírita "Caminho da Redenção" em Salvador, Bahia, por Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Mensagens dos Espíritos no II Congresso Brasileiro

Bezerra de Menezes
Alegrai-vos, vós que chorais.Tende confiança, mantendo o ânimo, para seguir sem desalento, voltado para o bem inefável e para o amor incondicional.
Jesus – meus filhos, é o nosso caminho, levando-nos à Verdade e Vida.
Estais informados de como proceder diante de penosas injunções.
Não busqueis orientações e directrizes porque já tendes no Amor, o perdão.
Perdoai sempre e incessantemente, amando os crucificadores para que todos saibam que sois discípulos do Mestre Vitorioso da Cruz.
Inaugura-se Era Nova. A Revelação Espírita abre o ciclo de realizações grandiosas para o porvir.
Fostes honrados com convite do Mestre Jesus para vos constituirdes no alicerce da Era Nova.Entregai-vos à sua condução e nunca vos deixeis recuar, estacionar, ceder o passo na estrada do bem.
Esta é a hora de semeardes Luz.
Ide, pois, como aqueles setenta da Galileia preparar os caminhos, porque o Senhor está chegando à Terra para proclamar a Glória do Espírito Imortal.
Ide por todas partes e falai a respeito de Allan Kardec, a quem homenageamos neste dia de encerramento do 2º Congresso Brasileiro Espírita.
Convidado pelos espíritos espíritas do Brasil para que presidisse este evento, o nobre codificador aquiesceu e com as falanges do Espírito da Verdade, está connosco. Nos acompanhará neste novo ciclo que se abre, até o momento quando o Mundo de Regeneração se encontre instaurado e instalado na Terra.
Que Jesus nos abençoe, filhos d’Alma e que a paz que deflui da consciência tranquila permaneça em vossos corações. Com carinho de vossos companheiros que vos precederam no retorno ao Grande Lar, através do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra – Muita Paz.
recebida psicofonicamente por Divaldo Franco
O Livro dos Espíritos
Joanna De Ângelis
A raça humana dos nossos dias tem trazido para si mesmo: violência, delinquência e insatisfação, como resultado do avanço da tecnologia e louca perseguição de muitos conceitos.
Entretanto, os problemas urgentes do íntimo do homem encontram respostas, dentro dos princípios espíritas.
O Livro dos Espíritas é a chave para contrabalancear as questões perturbadoras do comportamento social e emocional dos nossos tempos.
O Livro dos Espíritos torna muitas pessoas conscientes de suas responsabilidades, através da fé racional, bem fundada sobre os fatos.Isto trará o renascimento do cristianismo em toda a sua pureza.
Desta forma, o Livro dos Espíritos, é a síntese da ciência, da filosofia e da religião, trazendo a resposta de Deus, aos clamores dos homens – o Consolador, prometido por Jesus.
Mensagem em inglês, escrita de trás para frente (Espelhada) - Psicografia de Divaldo Franco

Cascatas de Luz
Em cascatas de luz os céus beijam Brasília
E almas dos altos cimos comungam felizes
Glorificam o ensino e as nobres directrizes
Que orientam a todo ser em sua ingente trilha
Sob o céu do planalto excelsa estrela brilha
Cantam vozes do além entre os áureos matizes
Que no amor de Jesus tem robustas raízes
São bênçãos desatadas como maravilhas
E esta festa forjada pelos encarnados
Inspirada, porém, pelos seres alados
Que se estribam no amor formoso em apogeu
Louvam esta grande obra que em todos os lados
Vão libertando os homens das sombras cativos
Para a vida abundante no seio de Deus.
Espírito Sebastião Lasnaut
Médium Raul Teixeira

Uma Idade Nova para o Homem
Ficou distante a lendária Idade do Ouro, quando o amor, a suavidade e a ternura, norteavam a Vida do Mundo.
Não mais achamos a Deusa Astréia – filha de Têmis, a dominar a paisagem espiritual e moral das sociedades, estabelecendo o reino da harmonia para uma vida venturosa.
Agora quando se agitam as entranhas da humanidade, quando a violência ganha proporções alarmantes e o crime mostra cenários aparvalhantes, quando o cinismo e a corrupção se mostram desabridos e a mentira desnorteia a alma do mundo, tem-se a impressão que se instalou na Terra, a idade do Ferro, das referências mitológicas dos tempos idos. O momento cruel que se demora no planeta, parece propício para que os devedores da consciência cósmica tenham o ensejo de reajustar-se, de renovar-se, encontrando a liberdade definitiva.
A hora que se estira sobre as experiências humanas, se impõe a todos, a necessidade de repensar, de reflexionar em torno da marcha das sociedades em processo de reestruturação do próprio destino.
Nestas épocas agónicas de quase todos, em tempos de lágrimas e dores profundas, quando faltam socorros e falecem nobres providências; como nos tempos passados, a massa vive a exorar dos planos divinos, o auxílio e aporte capazes de minimizar tantos horrores e conflitos.
Temos hoje o dever de trabalhar para transformar nossa tormentosa Idade Metálica, de modo a erigir a Idade do Espírito; a exuberante era espiritual, que achando os caminhos do mundo para que por eles, todos possamos trilhar com liberdade e entendimento claro, das leis divinas.
Por causa de toda essa onda de terrores que se abate sobre nós e a frieza de tantos corações de servir, o Cristo brindou a Terra, já há 150 anos, com o Livro dos Espíritos – roteiro para os indivíduos e as comunidades de quaisquer latitude.
Eis a obra pujante de luz e beleza, documento que os Céus enviou como um mapa para o futuro, marcado por todos aqueles que tinham interesse por um mundo mais consentâneo com os ensinamentos do Reino dos Céus.
Estudar esse livro é glória sem igual.
Divulgá-lo é espalhar gemas preciosas por sobre as expectativas terrenas.
Viver seus ensinamentos, é conseguir a lucidez e a sabedoria que a todos conduzirão, à plena Paz.
Espírito Camilo
Médium Raul Teixeira
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