A importância do perdão
Encaminhamento Espiritual - doutrinações
Renascemos quantas vezes forem necessárias para o nosso aperfeiçoamento espiritual.Divulgar a doutrina espírita, compilada por Allan Kardec,as mensagens dos mentores de Chico Xavier, Divaldo Franco...plenas de ensinamentos, de Amor e Esperança na Vida depois da vida. Comentar leituras, factos, actualizar notícias, esclarecer e esclarecer-me, eis alguns dos objectivos a que me proponho.
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Eduardo Guerreiro 1857
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Dois livros espíritas têm chamado a atenção dos companheiros de Ideal:

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Eduardo Guerreiro 1857
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Eduardo Guerreiro 1857
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Ao Centro Espírita em que trabalhava chegou um caso para o qual, após consulta aos guias espirituais, foi indicado um trabalho de desobsessão, com a presença da pessoa para a qual a consulta havia sido feita.
Não era fácil, dado que a referida pessoa, de cerca de 40 anos de idade, vivia na ilha da Madeira, estando empregada numa empresa de renome. Contudo, ela acedeu a deslocar-se a Portugal continental, na esperança de ver o seu problema resolvido.
A questão que ela havia colocado teria sido considerada de ‘grave’ pelos amigos espirituais. De facto, na vida desta nossa irmã tudo parecia correr mal. Desde o divórcio (embora ambos gostassem um do outro), até aos problemas com o filho, aos problemas no trabalho... esta nossa companheira perguntava, sem saber a razão, o porquê de tanta atrapalhação.
Veio da ilha da Madeira no dia anterior à reunião.
Naquele sábado todos estávamos preparados.
Reunidos na sala habitual e ocupando os lugares do costume, após a concentração, elevação de pensamentos e a oração de abertura, permitiu-se a entrada desta nossa irmã.
Tratava-se de um caso de obsessão de longa duração.
O espírito manifestante revelou que continuava a amar esta nossa amiga. E não admitia que alguém mais se interpusesse entre ele e ela!
Quando se falou no ‘outro’ (naquele com quem esta nossa irmã estava casada) ele revelou que ‘eram cá uns ciúmes!’, que ele não conseguia aguentar. Fez tudo para acabar com o casamento entre eles (o que conseguiu).
Como nada sucede por acaso procurámos saber a razão desta aproximação tão forte entre ele e esta nossa irmã.
Ele revelou que se tinha suicidado em vida anterior ‘por causa dela’.
Certamente as coisas não se teriam passado bem assim. Em última análise, a culpa do suicida reside nele próprio. Contudo, para que nesta existência se tivesse estabelecido uma relação obsessiva, isto é, para que a entidade tivesse tido a possibilidade de se ligar a esta nossa irmã foi porque ela teve a sua parcela de culpa no sucedido, talvez prometendo um amor não concretizado. Não o sabemos.
O facto é que este ‘amor’ obsessivo deste nosso companheiro desencarnado continuava. Daí a sua recomendação a esta nossa amiga antes de ser encaminhado: “Quando chegares a este lado (ao mundo espiritual) não te esqueças de mim: eu sou o ‘Lorny’.
Nunca mais me esqueci do nome. É que a minha mãe, já velhota, tomava um comprimido chamado ‘Lorenin’ antes de se deitar.
Moral da história:
1. As dependências, sejam elas físicas ou psicológicas podem causar-nos atrasos em nossa evolução;
2. Nunca devemos jogar com os sentimentos alheios.
Novembro de 2009
Mário
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Há algum tempo, conversando amenamente com um amigo sobre a vida e os desafios que enfrentamos no dia-a-dia e que põem à prova a nossa serenidade e o aprendizado que fizemos (ou não) dos ensinamentos cristãos ele confessou-me:
“Sabes?! Li aquele teu artigo sobre o irmão Jacob”.
“E o que achaste?” - perguntei eu.
“Há lá uma parte que veio mesmo ao encontro de uma situação pela qual tenho vindo a passar nos últimos tempos”.
A minha curiosidade levou-me logo a indagar do que se tratava. Por que situação é que ele tinha estado a passar e o que é que tinha a ver com o artigo intitulado ‘Voltei’?!
Então ele contou-me:
“Olha, nos últimos tempos, lá no meu local de trabalho, o relacionamento com o chefe andou muito, mas mesmo muito tenso. Ao ponto de eu lhe desejar, em pensamento, as coisas mais horríveis. A mentalização desse desejo trazia-me satisfação. Sentia que se lhe sucedesse o que eu lhe desejava seria feita justiça.
E imaginava-me a fazer essa mesma justiça pelas minhas próprias mãos. Ele, por sua vez, parece que me adivinhava os pensamentos e o seu relacionamento comigo estava cada vez mais crispado.
Andei torturado, amargurado, com desejos e pensamentos de vingança a perseguir-me. Ao ponto de se tornar uma obsessão constante”.
- “E não seria mesmo uma obsessão?”, indaguei eu. “É que os nossos pensamentos atraem entidades afins, que fazem coro connosco, na mesma sintonia”. “E quando o mesmo pensamento nos martela a cabeça constantemente é de desconfiar...”. “Nessa altura devemos fazer uma pausa, pensarmos bem no assunto que nos preocupa e qual a verdadeira razão para essa sensibilidade exagerada em relação ao mesmo”. “Orar e vigiar, como dizia o Mestre...”. E continuei:
- “Mas afinal o que é que fizeste e por que é que o artigo sobre o irmão Jacob veio ao teu encontro?”
Então ele contou-me:
“O irmão Jacob, em determinada altura é perseguido por um grupo violento de padres desencarnados que o ameaçavam. Ele, Jacob, lembrou-se de orar por eles, orar com sinceridade, do fundo do coração, considerando-os seres infelizes. Aí, eles se afastaram e ele, Jacob, começou a irradiar luz, pela primeira vez desde que havia chegado ao mundo espiritual.
Ora eu fiz o mesmo por aquele irmão que nesta vida transitória é o meu chefe e que me tem feito a vida negra. Orei por ele. Orei por ele com sinceridade, até às lágrimas, desejando-lhe o melhor possível do mundo. Afastei ódios e desejos de vingança e vi nele, com toda a sinceridade, repito, um irmão muito infeliz e muito necessitado. E lembrei-me de que nesta vida as coisas não nos sucedem por mero acaso. Inclusivamente solicitei aos amigos da espiritualidade, se Deus o permitisse, um encontro entre mim e ele durante o desprendimento nocturno, já que a animosidade parecia ser de parte a parte.
No dia seguinte ele dirigiu-se a mim com uma expressão aberta e simpática, coisa que já não acontecia há bastante tempo...”
O que este meu amigo fez, afinal, foi algo que consideramos muito lógico, racional, mas por vezes bastante difícil de realizar, dada a dose de orgulho que ainda nos cega: ele colocou em prática a lição do perdão.
Do artigo ‘Voltei’, voltamos nós agora, mais uma vez, a reproduzir o trecho que inspirou este meu amigo à oração e... ao perdão.
Depois de ter frequentado por mais de duzentos dias a “escola da iluminação”, certa noite, de volta ao lar espiritual, sozinho, foi “assaltado por furioso grupo de clérigos desencarnados” que se acercaram dele “violentos e sarcásticos”. Fizeram-lhe lembrar os ataques que ele, impensadamente, havia desferido contra os padres. Cobriram-no de insultos e ameaçaram-no.
Isolando a mente e lembrando-se dos conselhos do Senhor de “orar pelos que nos perseguem”, Jacob, “tocado por sincero desejo de auxiliá-los”, entregou-se à prece, “não como de outras vezes, em que emitia palavras de louvor e súplica com bases menos profundas no sentimento”, mas no sentido de procurar, de facto, “ser útil àquela falange de entidades inconscientes.
... Decorridos alguns minutos, observei que, ao me contemplarem em oração, os circunstantes se afastaram um tanto, embora continuassem a criticar-me de doestos e zombarias”.
A entrega de Jacob foi tão sincera que “sobreveio o imprevisto”:
“Tomado de assombro, verifiquei que branda luz de um roxo carregado brilhava em torno de mim”.
Ao princípio pensou tratar-se de um espírito benfeitor que estaria junto dele. Intrigado, “refugiou-se, de novo, na prece, em silêncio”. Foi então que visualizou Bittencourt Sampaio.
"Jacob" – disse ele (...) não te admires da claridade que te rodeia.
Ela pertence a ti mesmo. Nasce das tuas energias internas, orientadas agora para a Bondade Suprema.
A concentração de amor verdadeiro produz bendita claridade na alma”.
E continuou:
“Ama sem paixão, espera sem angústia, trabalha sem expectativa de recompensa, serve a todos sem perguntar, aprende as lições da vida sem revolta, humilha-te sem ruído ante os desígnio superiores, renuncia aos teus próprios desejos, sem lágrimas tempestuosas, e a vontade justa e compassiva do Pai iluminar-te-á constantemente o coração fraterno e o caminho redentor!”
Mário
6/11/07
Leia aqui os artigos completos sobre o "Irmão Jacob": Parte I
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Joana
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Encontrava-me em um departamento de instrução e orientação a espíritos que se preparavam para o retorno à vida corporal.
O instrutor Joel, abnegado Benfeitor daquele núcleo, atendia pacientemente aos inúmeros candidatos à reencarnação.
Diante de um dos seus pupilos, o nobre instrutor falou:
- Augusto, meu filho, rejubilo-me com teus esforços. Nem todos estão preparados para participarem da escolha das próprias provas... No entanto, espírito consciente dos erros do passado, auxiliado pelos amigos desta Casa, sabes que de fato, o escolhido será o melhor para ti.
O ouvinte, atencioso, respondeu:
Solícito, o Benfeitor explicou:
- Agradeçamos, antes, à bondade infinita de Deus, que nos permite recomeçar, conforme Jesus nos ensinou: "- Meu Pai não quer a morte do pecador, mas sim que ele se arrependa... "
Lágrimas discretas deslizaram pela face do aprendiz, enquanto o instrutor prosseguia:
- Augusto, confia e prepara-te. Terás muitas lutas e acerbas dificuldades. Aflições inúmeras acompanhar-te-ão a trajetória terrena, entretanto, depois das lutas, depararás com a paz que esperas de há muito... Vai em paz!
Após Augusto se retirar, interessado em colher novas lições, aproximei-me do irmão Joel e indaguei:
- Benfeitor amigo, pelo que pude apreciar nosso companheiro enfrentará verdadeira prova de fogo na existência terrestre?
- Sim, respondeu o instrutor. Ele necessitará de muito esforço, renúncia e perseverança.
- Enfrentará a miséria?
- Não, o nosso irmão terá o necessário para viver.
- Sofrerá grave enfermidade?
- Não, ele terá saúde equilibrada.
- Viverá em completa e angustiosa solidão?
- Não, viverá cercado de pessoas.
- Mas, então, que prova ele terá?
O Benfeitor sorriu e concluiu explicando: - Nosso Augusto será médium na Terra…
Hilário Silva (Espírito)
In “Notas de Paz” De Luís António Ferraz
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Joana
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IV Parte
Irmão Jacob conhecia a doutrina espírita. Foi seu divulgador nas suas várias vertentes, mas não havia feito luz sobre si próprio. Essa luz conquista-se, não pelas palavras, mas pela acção: devotamento ao próximo, sacrifício de si mesmo, luta contra as más tendências, quais sejam o egoísmo e o orgulho, em suma: exercício activo da caridade.
É o próprio Irmão Jacob que conclui: “Herdeiros de muitos séculos de experiência carnal, é impraticável a definitiva ascensão de um dia para o outro”.
De facto, cada um de nós estagia num determinado patamar evolutivo. Alguns estamos um pouco à frente, pelas conquistas que já realizámos; outros, sendo jovens estamos um pouco mais atrás, em termos evolutivos...
Demonstra infantilidade todo aquele que, a partir do momento em que começa a conhecer a doutrina espírita ou entra num centro espírita e assume ares angelicais, pensa que está no caminho da santificação.
O caminho é longo, áspero, rude... A alteração da forma exterior ou o afastamento da luta do dia a dia, apenas mascaram e/ou adiam a luta evolutiva.
A evolução é um processo interno e só se consegue vencendo as provas que se nos apresentam, por mais desagradáveis que sejam. Quem delas foge, sob que pretexto for (ainda que o argumento seja ‘servir Jesus’, como já ouvimos), falha a oportunidade concedida.
“Os débeis, os sofredores e os enfermos são os meus filhos predilectos e venho salvá-los”, disse Jesus.
Isto não significa que procuremos deliberadamente o sofrimento, o que seria uma contradição.
Significa sim, que nas dificuldades inerentes ao processo evolutivo não estamos sós!
E Bittencourt Sampaio afirma:
“Erramos e acertamos, aprendendo, corrigindo e aprimorando sempre, até à conquista do Supremo Equilíbrio”.
E continua, advertindo Irmão Jacob (e todos nós):
“Não te prendas, pois, às sombras destrutivas do remorso ou da queixa."
Quem terá passado, incólume nos precipícios das paixões humanas, senão o Mestre Amado e Senhor Nosso? Que aprendiz terá alcançado todos os ensinamentos de uma só vez?
(...) despreocupamo-nos de adquirir simplicidade a amor, paciência e renúncia, resignação e esperança (...)
Agrada-nos dispor, aborrece-nos obedecer. Buscamos a autoridade, desdenhamos a disciplina.
(...) Enchemos a Terra de palavras brilhantes, esquecidos de que a vitória no bem é mais concreta naqueles que ouvem o conselho sábio e o aplicam.
É por isto, meu amigo, que chegamos sem lâmpada própria às eminências da vida, incapazes de contemplar o brilho solar pela nossa deficiência de luz”.
Consolando Jacob, Bittencourt aconselha:
“Deixa, Jacob, que rujam tempestades do mundo, esquece as recordações violentas do passado, emerge do ‘homem velho’ e caminha para o Alto!”
Este desprendimento proposto por Bittencourt, que implica a aceitação plena das leis divinas com tudo o que isso pressupõe: a tolerância, a misericórdia, o perdão incondicional... foi, como veremos, a chave que abriu, posteriormente, as portas da luz a Jacob.
Naquela noite Jacob se perguntava: “Por que avançar no conhecimento cerebral, de alma às escuras?” E decidiu mudar de rumo dado constatar que “não passava de um mendigo espiritual”
Depois de ter frequentado por mais de duzentos dias a “escola da iluminação”, certa noite, de volta ao lar espiritual, sozinho, foi “assaltado por furioso grupo de clérigos desencarnados” que se acercaram dele “violentos e sarcásticos”. Fizeram-lhe lembrar os ataques que ele, impensadamente, havia desferido contra os padres. Cobriram-no de insultos e ameaçaram-no.
Isolando a mente e lembrando-se dos conselhos do Senhor de “orar pelos que nos perseguem”, Jacob, “tocado por sincero desejo de auxiliá-los”, entregou-se à prece, “não como de outras vezes, em que emitia palavras de louvor e súplica com bases menos profundas no sentimento”, mas no sentido de procurar, de facto, “ser útil àquela falange de entidades inconscientes.
... Decorridos alguns minutos, observei que, ao me contemplarem em oração, os circunstantes se afastaram um tanto, embora continuassem a criticar-me de doestos e zombarias”.
A entrega de Jacob foi tão sincera que “sobreveio o imprevisto”:
“Tomado de assombro, verifiquei que branda luz de um roxo carregado brilhava em torno de mim”.
Ao princípio pensou tratar-se de um espírito benfeitor que estaria junto dele. Intrigado, “refugiou-se, de novo, na prece, em silêncio”. Foi então que visualizou Bittencourt Sampaio.
“Jacob" – disse ele (...) não te admires da claridade que te rodeia.
Ela pertence a ti mesmo. Nasce das tuas energias internas, orientadas agora para a Bondade Suprema.
A concentração de amor verdadeiro produz bendita claridade na alma”.
E continuou:
“Ama sem paixão, espera sem angústia, trabalha sem expectativa de recompensa, serve a todos sem perguntar, aprende as lições da vida sem revolta, humilha-te sem ruído ante os desígnio superiores, renuncia aos teus próprios desejos, sem lágrimas tempestuosas, e a vontade justa e compassiva do Pai iluminar-te-á constantemente o coração fraterno e o caminho redentor!”
A lição que Irmão Jacob nos trouxe é, pois, precioso ensinamento para todos nós. Em particular os espíritas, trabalhem ou não em instituições espíritas.
Mário
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III Parte
Avisado pelo irmão Andrade de que “a morte não nos conduz a tribunais vulgares e sim à própria consciência” foi informado que, “não obstante entregue ao seu próprio julgamento, um amigo de mais alto viria ajudá-lo a recompor o sentimento e o raciocínio”.
Irmão Jacob ficou intrigado por não saber o nome do benfeitor anunciado...
Depois de prolongadas meditações, irmão Jacob alcançou o dia em que seria recebido no grande templo. Foi informado por Andrade que à noite, reencontraria muitos companheiros de trabalho. Mas irmão Jacob estava longe de imaginar que reveria a maior parte dos próprios espíritos com os quais havia convivido pessoalmente nas sessões e serviços realizados na Terra.
No santuário, irmão Jacob sente-se tomado de emoção, sente-se criança de novo e que “alguma coisa lhe entravava a garganta”.
Já no recinto, irmão Andrade o apresenta a “cooperadores do seu trabalho edificante, que prosseguirá mais activo”. Jacob nota “algumas dezenas de companheiros tão obscuros quanto eu mesmo”. Reconheceu muitos deles de encontros e reuniões doutrinárias. Reconheceu diversos médiuns. Todos, tal como ele, lastimavam não terem “usado a aplicação com o mesmo ímpeto com que procuravam conforto no campo do ensinamento”.
Foi informado de que muitos dos presentes da Assembleia daquela noite eram “elementos evangelizados em suas próprias reuniões e preces” e de que a maioria foi trazida de múltiplos lugares, a fim de “juntos recomeçarem o trabalho.”
Após alguns momentos, em silêncio profundo, “Bezerra, nimbado de intensa luz (...) alçou ao Mestre Divino sentida prece”. Ao toque da oração, os amigos iluminados se fizeram mais radiantes e mais belos”. Quando Bezerra terminou (...) na câmara alva surgiu, de repente, uma estrela cujos raios tocavam o chão”.
Perante as intensas vibrações que se faziam sentir, irmão Jacob não suportou a companhia dos iluminados e “afastou-se instintivamente para a faixa a que se recolhiam os companheiros de organização opaca”. Jacob ajoelhou-se, humilde.
“Contemplando a estrela que começava quase imperceptivelmente a tomar a forma humana, Jacob gritou, em pranto, que não era digno daquelas manifestações de apreço e nem merecia a visita divina que principiava a revelar-se”.
Perante a grande luz, “fortalecido por sobre-humana coragem confessou todas as suas faltas e salientou todos os seus defeitos, em alta voz, abertamente, sem omitir erro algum”.
O benfeitor anunciado que se materializou a seus olhos era, afinal, “o magnânimo Bittencourt Sampaio, cuja expressão resplandecente constituía o que imagino num ser angélico” (...) “Surpreendido e envergonhado, busquei recuar, mas não consegui. Tentei ajoelhar-me, mas Guillon sustentou-me nos braços”.
E Bittencourt, encaminhando-se para ele, “pronunciando frases que não merecia”, afirmou: “Jacob, fizeste bem, anunciando as próprias faltas neste plenário fraterno!”, e continuou:
“A Infinita Sabedoria instala tribunais para julgar aqueles que não a conhecem, porque a ignorância reclama lições, às vezes rudes, dos planos exteriores, mas os filhos do conhecimento santificante condenam ou salvam a si mesmos”.
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Joana
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