A importância do perdão
Encaminhamento Espiritual - doutrinações
Renascemos quantas vezes forem necessárias para o nosso aperfeiçoamento espiritual.Divulgar a doutrina espírita, compilada por Allan Kardec,as mensagens dos mentores de Chico Xavier, Divaldo Franco...plenas de ensinamentos, de Amor e Esperança na Vida depois da vida. Comentar leituras, factos, actualizar notícias, esclarecer e esclarecer-me, eis alguns dos objectivos a que me proponho.
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Eduardo Guerreiro 1857
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A reunião mediúnica transcorria em clima de paz, no concurso fraternal de socorrer e esclarecer os espíritos necessitados, sob a bênção da mediunidade com Jesus.
Através de uma das médiuns da equipe, entidade sofredora e infeliz começou a falar:
- Estou sofrendo... Não suporto mais ...
O que está acontecendo? ..
O médium esclarecedor interferiu explicando-lhe:
- Meu irmão, guardemos a confiança em Deus. A imortalidade é a nossa única realidade. O espírito - ser pensante - está fadado à perfeição e necessita trilhar as múltiplas experiências reencarnatórias ...
Neste instante, o espírito comunicante redarguiu:
- Mas eu ... eu ...
O doutrinador, porém, voltou a discursar.
Reportou-se à imortalidade na mitologia grega, referiu-se à doutrina socrática, discorreu sobre os pensamentos orientais, exaltou a excelência do Cristianismo e, por fim, enalteceu a tarefa magnânima do Espiritismo na Terra, como o Consolador prometido pelo Cristo.
Encerrando o discurso, dirigiu-se ao comunicante sofredor, indagando:
- Compreendeu, meu irmão?
Depois de ouvir, ouvir e ouvir, o espírito respondeu, desabafando:
- Meu irmão, agradeço-lhe as palavras, mas se eu necessitasse ampliar meus conhecimentos, teria recorrido a uma biblioteca ... Estou sofrendo e espero, tão-somente, uma palavra de auxílio e reconforto.
Surpreso, o médium esclarecedor entendeu o seu grande equívoco: em vez de dialogar ajudando e esclarecendo, ele havia filosofado demais ...
Pelo Espírito Hilário Silva
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Leio e releio esta história e não paro de me emocionar e de agradecer a Deus pelo seu Infinito Amor.
Abençoada Reencarnação!!!
Ofereço-a a todos os leitores, como me chegou às mãos:
"Na noite de 25 para 26 de Março de 2007, após a leitura de uma lição de ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, manifestou-se um espírito amigo, relatando-nos uma tocante história que, segundo ele, é ‘tantas vezes contada e recontada na espiritualidade aos corações sofredores’, que passamos a transcrever:
Espírito - “Venho hoje trazer-vos uma pequena história que vos permitirá analisar, ser sujeita ao vosso escrutínio. Que vos servirá de exemplo e de reflexão para os nossos actos diários inconsequentes e que dificilmente são meditados atempadamente.
Vivia, numa pequena casa, uma mãe já de certa idade, com sua filha, a única dos irmãos que não tinha encontrado uma nova família. Era esta uma alma sofrida, vendo frustrados os seus sonhos, mas ambiciosa, também. Desejosa dos prazeres que a vida de ilusões oferece e que o dinheiro tão facilmente compra.
Sem o possuir, sem perspectivas de o alcançar, passou a odiar sua mãe por esta ser pobre, feia (aos seus olhos), pobremente vestida, transportando os sinais evidentes da baixa condição social que lhes cabia em sorte.
Sofreu a pobre mãe, no corpo, quando, como uma criança, sua idade já avançada lhe não permitia a independência para os tratos da higiene, da alimentação. E sofreu na alma o desprezo que a sua filha lhe votava, orando a Deus pela sua salvação, perdoando no fundo do seu coração de mãe.
Desencarnou esta alma bondosa, mas não sossegou, pois a preocupava em demasia o futuro e o bem-estar de sua filhinha. Depressa, pelos créditos que possuía, granjeou nova oportunidade de encarnação, vindo a nascer de uma vizinha tão pobre como ela tinha sido, cheia de filhos. Nasceu cega e surda, pois pediu que lhe não fosse permitido ver os despautérios de sua filha e que não pudesse ouvir os insultos que ela lhe iria dirigir, para que mais facilmente se lhe pudesse dedicar e talvez modificar os seus padrões mentais, conduzindo-a a Jesus.
Deus lho concedeu. E esta alma viveu, dia-a-dia, fugindo de cada vez que lho era permitido para casa de sua vizinha que a empurrava, que lhe gritava: “sai daqui, criatura nojenta. De nada vales. Não prestas para nada. Que me queres? Desaparece-me da vista!” e a pontapeava e a sacudia, mas a criança, sem saber porquê, se arrastava novamente para sua casa, brincando, aproximando-se, incomodando e sorrindo a novo insulto, a cada pontapé.
E foi crescendo e a bela rapariga envelhecendo. Sua beleza se desfazendo. As rugas sulcando seu rosto, cada vez mais amargurado, já desistindo de encontrar o futuro tão ambicionado, maldizendo a Deus e à Vida que a obrigaram a seguir contra suas tendências e seus anseios.
E aquela criaturinha a quem ela não olhava de frente, a quem nem um sorriso concedia, quando ela tombou no leito, abandonada por todos, incluindo seus familiares, porque a todos sacudia com azedume, invejando suas vidas, foi a única que dela cuidou com desvelo, com carinho, ajudando-a na transição que a todos espera.
Suas últimas palavras, antes de deixar o corpo físico, foram de agradecimento àquela pobre enjeitada que, pior do que ela, não via nem ouvia, mas que possuía um coração do tamanho do mundo. Agradeceu a Deus pela sua companhia, pela sua presença, pelo amor que não merecia, vendo e sentindo nessa pobre criaturinha a misericórdia divina.
Desencarnou essa pobre alma um pouco mais confortada e resignada, reconhecendo Deus naquela mão amiga que nunca a abandonou. De pouca valia aparente, foi a sua única protecção e a luz que lhe iluminou a vida.
Mas, logo mais, a pobre cega, vendo-se sozinha, tropeçou, no seu desespero, num fogão que no chão se encontrava aceso, tendo-o feito tombar e deflagrar um incêndio que depressa se espalhou, tendo reduzido aquela pobre casa a cinzas, levando consigo a criatura cuja missão tinha terminado com a partida da sua querida filha.
Chegando ao mundo espiritual, mãe e filha se reencontraram: uma, plena de luz, brotando de seu coração um esplendor enorme, uma estrela brilhante que tudo iluminava, inclusive a sua filha, abraçando-a e protegendo-a.
Estrondoso grito ecoou nos céus, quando esta, ao erguer a fronte reconhece, naquela alma, sua mãe, a mãe que abandonara, a mãe que insultara, a mãe que desprezara na vida e na morte. E a ela, simultaneamente, a pobre criaturinha, que voltara a insultar, a desprezar, só lhe reconhecendo a valia no último momento.
De nada valeram as súplicas de sua mãe, pois ela, em desespero infinito, fugiu, espavorida, correndo sempre, gritando e gemendo, insultando-se em centuplicado, desprezando-se em centuplicado, desejando a autodestruição e o esquecimento absoluto, que não existem na verdadeira vida.
E essa mãe continua pedindo a Jesus, pela sua filhinha amada, o benefício de uma nova oportunidade, a bênção de uma nova reencarnação em conjunto, para poder, deste modo, prodigalizar mais amor, mais protecção à sua amada filhinha.
Que nossos actos diários sejam todos eles exemplares. Que nossa consciência os aceite para que não precisem de ser escondidos da Luz e do Amor.
Ficai em paz, meus amigos.
Que Jesus vos proteja e vos ilumine agora e sempre.
O doutrinador agradece a lição acabada de deixar para meditação e tece algumas considerações sobre a severidade que por vezes emprestamos aos nossos julgamentos de outrem.
Sobre este assunto O Espírito amigo refere:
Julgai o erro severamente, mas deveis furtar-vos de condenar o culpado. A sua consciência disso se encarregará.
Ensinai pelo exemplo, pela transmissão do bem em palavras e actos. Essa a nossa principal missão.
(...)
Deveis terminar vossa reunião orando ao Pai, pedindo-lhe a assistência e o discernimento nas vossas actuações e meditai nesta história tantas vezes contada e recontada na espiritualidade aos corações sofredores, carentes de esperança num amanhã melhor.
O doutrinador agradece.
Espírito - Agradeçamos a Deus tanta Bondade e tanto Amor.
Casimiro (Espírito)
Manuel
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