quinta-feira, 18 de maio de 2017

Na escuridão


Na reunião da noite de 4 de Janeiro de 2010, tal como em muitas outras ocasiões, manifesta-se uma entidade em sofrimento, desconhecendo totalmente a sua situação. Não está só. Muitos outros Espíritos estão sendo auxiliados. Contudo, por decisão dos Amigos Espirituais, apenas este companheiro veio trazido ao choque anímico no corpo da médium. Todo o grupo se mantém em oração.

O doutrinador solicita à entidade que preste bastante atenção pois estão Espíritos Amigos que a querem auxiliar em nome de Jesus. A entidade apenas se queixa do estômago e diz que nada vê. Após a oração e vibrações emitidas pelos elementos do grupo este companheiro percebe a presença de Espíritos Amigos que o auxiliam. Manifesta-se, no final, o Espírito orientador dos trabalhos: “A porta estreita é o verdadeiro caminho para vencermos esses escolhos (egoísmo) e nos tornarmos mais felizes”.

Espírito: Não vejo nada. Hã, bateram-me no ombro. Há tanto tempo que ninguém me tocava. Sim, eu não sei de nada, tenho vivido assim sozinho, junto com as minhas dores. Não tenho visto nada nem ninguém. Agora estou a ver uma pessoa que diz que me quer ajudar. Isto é milagre, é milagre. Ou será que estou a sonhar. Ah, será que eu posso contar?

Eu preciso de tanto descanso. Preciso de descansar. Este amigo aqui diz que eu vou descansar. Vou recuperar. Ah, não acredito. É milagre. E vou ser tratado. Há um sítio próprio para isso onde há outros como eu. Eu não posso acreditar. Isto é milagre. É milagre. Eu vou, sim. Eu vou. Eu quase não posso andar.... Dizem-me para eu fazer um esforço para ir até à saída. Dizem-me que eu sou capaz.

O doutrinador agradece a Deus nosso Pai pela ajuda concedida a este irmão e pede por ele e por todos os sofredores presentes.

Manifesta-se o Espírito Orientador dos trabalhos:
Boa noite meus irmãos: Que a Paz do Senhor esteja com todos nós.

Inicia-se no calendário humano um novo ano cheio de esperanças, a renovação de projectos, concretização de sonhos e esperamos, que de conquistas. Conquistas em prol do bem comum, conquistas a favor da Humanidade, conquistas em prol da Paz e do Progresso. Que o Homem, cheio de erros, possa largar algumas dessas vestes e envergar outras veste no caminho do Bem, no caminho para Jesus, seguindo-lhe o exemplo a caminho da glória, aproximando-se um pouco mais de Deus. Que esse sonho possa concretizar-se neste Novo Ano.

Que Deus nos proteja e nos ilumine os passos em sua direcção, na conquista da felicidade interior, daquela que todos desejamos ainda que inconscientes, tantas vezes olhemos para o lado e escolhamos a estrada larga, aquela que nos parece cheia de prazeres, esquecendo que por cada luta contra nós mesmos, contra o egoísmo que nos mantém agarrados ao passado. A porta estreita é o verdadeiro caminho para vencermos esses escolhos e nos tornarmos mais felizes.
Que a Paz fique convosco, meus amigos, meus irmãos.
João

Extraído do livro: "Falando com os Espíritos", de Eduardo Guerreiro (ainda não publicado)


domingo, 7 de maio de 2017

A calculadora dispensável


Que Divaldo Franco é possuidor de uma mediunidade excepcional todos nós sabemos. Através de Divaldo Franco os Espíritos escreveram romances, ensaios e mensagens de alto valor doutrinário. Mas, sem duvidar da mediunidade de Divaldo, um companheiro nosso conhecido, durante uma palestra do orador de Salvador da Bahia, Brasil, resolveu comprovar o fundamento de tal talento.
O caso ocorreu, salvo erro, em 1990, por ocasião de um seminário que se realizou nas instalações da Associação de Comerciantes de Lisboa.

Em discurso proferido em tom empolgante, característico de Divaldo, este divagava pelos acontecimentos mais marcantes da evolução da Física até à época actual. Referia nomes de cientistas, datas, locais...

E o nosso companheiro, que ouvia atentamente, ia ficando cada vez mais abismado com a grande sabedoria de Divaldo, mas, sobretudo, com a sua prodigiosa memória. Ele mostrava conhecimentos profundos precisamente na área em que esse nosso companheiro era especialista. Como era possível que uma pessoa revelasse tantos conhecimentos?! O assunto intrigava-o profundamente. E a situação chegou ao extremo quando Divaldo a propósito de determinado assunto referiu, salvo erro, a trigésima segunda potência do número 2 e revelou que se tratava do número quatro biliões, duzentos e noventa e quatro milhões, novecentos e sessenta e sete mil e duzentos e noventa e seis. Era demais!

Sem hesitar, esse nosso amigo que se fazia acompanhar sempre com uma calculadora científica no bolso resolveu fazer a conta. Lá no canto onde se encontrava, no 1º balcão da sala e dissimuladamente, tirou a calculadora do bolso com o objectivo de confirmar o número referido por Divaldo.

Ouve-se a voz forte de Divaldo vinda do palco: Não vale a pena tirar a calculadora porque o número é mesmo este!

O nosso companheiro instintivamente, como se tivesse sido descoberto, voltou a guardar rapidamente a calculadora na algibeira do casaco.

Mas a situação continuou para ele intrigante: como era possível que Divaldo possuísse tantos conhecimentos da sua área (Física) e tão prodigiosa memória? Como era possível que ele citasse com tanto rigor factos e datas que nem mesmo os estudiosos da matéria conheciam?!

Com estas perguntas na cabeça pediu a um amigo que, em seguida, iria entrevistar Divaldo que tentasse desvendar o mistério.

Na entrevista Divaldo explicou que o Espírito que se manifestou enquanto ele falava era o espírito de Vianna de Carvalho, que durante a vida terrena havia sido físico. Disse também que, enquanto discursava, lhe eram mostrados painéis que ele ia lendo.

Estavam, pois, explicados os profundos conhecimentos que Divaldo demonstrou ter na área da Física.


Moral da história
No domínio do que designamos como paranormal, todos os dias somos surpreendidos com factos que ignoramos. O nosso companheiro, versado em Física e Química, ficou, assim, esclarecido quanto à memória prodigiosa de Divaldo.


Do livro "Histórias Verídicas com Pessoas e Espíritos" de Eduardo Guerreiro, Chiado Editora


domingo, 30 de abril de 2017

Ainda sob a influência da decomposição do corpo físico


No dia 22 de Dezembro de 2008, manifesta-se uma entidade que se revelava em grande aflição pois não se conseguia livrar dos “bichos” que a atacavam. Manifestamente esta nossa amiga ainda se encontrava mentalmente presa ao corpo físico e acompanhava a decomposição do mesmo, não se conseguindo desligar dessa imagem e das sensações produzidas. Foi assistida por Espíritos Auxiliadores que a conduziram para um posto de socorro da espiritualidade.

(Nota: A forte ligação à matéria depende de vários factores, entre os quais se encontram a ignorância, a falta de Fé, a descrença na vida após a "morte", uma vida essencialmente materialista, a consciência pesada devido a actos praticados...)


Espírito: Tira-me isto daqui.
Doutrinador: O quê, amiga? (O doutrinador é intuído de que se trata de uma entidade 'feminina')
Espírito: Bichos.
[A entidade continua esfregando-se desesperadamente. O doutrinador ora o ‘Pai Nosso’. Esta nossa irmã aquieta-se].
Doutrinador: Concentra-te nas minhas palavras, querida irmã. Quem és? Como vieste? O que se passa contigo? Diz lá, minha irmã. Por onde tens andado?
[A entidade boceja].
Doutrinador: O que se passa ainda contigo? Porque estremeces? Estás aqui com mensageiros de Jesus, nosso Mestre. Não tens mais nada. Isso são tudo impressões mentais. É imaginação tua. O que vês tu?
Espírito: Bichos.
Doutrinador: Não vês nada, por que os bichos já abalaram. Estás a ver agora mensageiros de Jesus, vestidos de branco. Fala com eles.
Espírito: Vêm tirar-me os bichos.
Doutrinador: Já te tiraram.
Espírito: Não vão deixar que eles voltem? Eles voltam sempre.
Doutrinador: Fala lá com eles.
Espírito: Eles dizem-me que me vão levar para um sítio que eu não conheço nem ninguém me conhece. Isto parece um sonho. Eu nem acredito. Tenho sofrido muito, mas não me lamento. Só queria que terminasse. Estou muito cansada, muito cansada.
Doutrinador: E precisas descansar, não é verdade?
Espírito: Num sítio acolhedor.
Doutrinador: Fala com estes companheiros.
Espírito: Eu estou a falar. Oferecem-me demais. Eu não pedia tanto. Só um sítio onde eles não chegassem. Para que eu pudesse descansar… descansar… Estou muito cansada… muito cansada… Graças a Deus… Jesus existe e vai-me recolher. Graças a Deus. Graças a Deus. (A entidade respira fundo repetidas vezes, manifestando cansaço.).
Doutrinador: Leva da nossa parte um grande abraço. Vai em Paz, querida amiga. Vai em Paz. Que Deus te ilumine.


Extraído do livro "Lições de Vida Após a Morte", Eduardo Guerreiro, Chiado Editora


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Andou como um macaco e ladrou como um cão


A mediunidade é, em si, neutra. É uma faculdade orgânica que todos nós possuímos em maior ou menor grau. Contudo, apenas designamos de médiuns aquelas pessoas que apresentam essa faculdade de forma mais ou menos ostensiva. A mediunidade, tal como vulgarmente a entendemos, é uma bênção se colocada ao serviço do próximo de forma honesta e dedicada.

O médium sofre, por vezes, a incompreensão dos que o rodeiam. Umas vezes é desprezado ou mesmo caluniado; outras é adulado. Sofre quando é assediado por Espíritos inferiores e sofredores, mas tem, também, as suas alegrias pelo ânimo e incentivo que lhe é transmitido pelos companheiros da espiritualidade que trabalham no exercício da Caridade com Jesus, seja no Centro Espírita, no Terreiro de Umbanda, nos círculos católicos ou outros quaisquer, pois nem os médiuns nem a Caridade, por definição desinteressada, é exclusiva deste ou daquele grupo.

Temos, contudo, que reconhecer que a actividade mediúnica bem orientada (que exige estudo continuado) só pode ser exercida num Centro Espírita bem orientado, recorrendo às obras da Codificação de Allan Kardec e outras obras complementares vindas, quer da Espiritualidade através da psicografia de médiuns de reconhecida credibilidade, quer de companheiros encarnados que estudaram seriamente o assunto.

Decorre, do que temos vindo a referir, que a mediunidade é, pela sua própria natureza, gratuita. Dar de graça o que de graça se recebeu. Este o lema.

Serve esta introdução para relatarmos um facto que ocorreu em meados da década de 80 numa cidade de Portugal.
Nesta cidade funcionava, então, um centro de Umbanda bastante evangelizado, voltado para o exercício da Caridade e atendendo pessoas que colocavam problemas da mais diversa ordem: desde problemas de saúde, a problemas de natureza espiritual e mesmo a problemas puramente materiais.
De todos os que tivemos oportunidade de presenciar, as entidades que se manifestavam ouviam, pacientemente, quem as procurava, dando conselhos, mesmo que muitas das solicitações feitas nos parecessem frívolas ou absurdas.

Para nós, espírita e estudioso da Codificação de Allan Kardec, muitas das questões que algumas pessoas colocavam, por vezes, às entidades (Espíritos incorporados) que se manifestavam, pareciam-nos um abuso da boa-vontade das mesmas. Contudo, nunca vimos qualquer atitude ríspida por parte delas. Eram o que se poderia chamar de Espíritos Bons. Muito terra-a-terra, mas bons. O que, aliás não era de admirar, pois as pessoas que integravam esse centro de Umbanda eram, genuinamente, boas pessoas. Pessoas simples, sem estudos, sem graus académicos, mas humildes e com ‘bom fundo’.

O mesmo não se pode dizer de alguns e algumas consulentes que lá apareciam. Um caso houve, do qual nunca mais nos esquecemos.

Uma senhora, que era vendedora no mercado da cidade, oferecia os seus préstimos às clientes para resolução de problemas que estas lhe apresentavam. Para cada cliente que lhe apresentasse um problema, ela ia dizendo que não podia dar a resposta de imediato, mas que, na semana seguinte, lhe diria alguma coisa. E assim era.

No sábado à noite ela ia ao centro de Umbanda, colocava as questões das suas clientes às entidades manifestantes e, na semana seguinte, dava essas respostas, que havia recebido no centro, às clientes que lho haviam solicitado anteriormente. E com este procedimento ia fazendo o seu negócio.

A situação foi perdurando no tempo até que os trabalhadores encarnados do Centro vieram a descobrir o tráfico.

E colocaram a questão a uma entidade que se manifestava como preto velho.

- Nós sabemos, minha filha, nós sabemos. Mas deixe estar que essa filha vai ter a lição que merece. – respondeu a entidade espiritual.

No sábado seguinte lá compareceu essa infeliz irmã com intenções pouco honestas. Mas, oh surpresa! Foi tomada de convulsões. Dobrou-se. Colocou-se de joelhos, apoiando as mãos no chão e foi gatinhando para a saída.

Segundo um dos trabalhadores do centro, nosso amigo, essa irmã: andou como um macaco e ladrou como um cão.

Moral da história

1. Podemos esconder as nossas intenções, palavras e actos perante os homens, mas não o poderemos fazer perante os Espíritos e, muito menos, perante Deus.

2. Os Espíritos são pessoas desencarnadas. Com as mesmas qualidades e defeitos, mas com uma outra visão, mais alargada que aquela que nós outros possuímos.


Retirado do livro “Histórias Verídicas com Pessoas e Espíritos”, de Eduardo Guerreiro, Chiado Editora